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O Baptismo de Cristo - Igreja do Primeiro Século.
O Baptismo de Cristo por Leonardo da Vinci.

O Baptismo ou Batismo é um rito de passagem, feito normalmente com água sobre o iniciado através da imersão, efusão ou aspersão. Este rito de iniciação está presente em vários grupos, religiosos ou não, onde destacamos: Catolicismo, Protestantes, Evangélicos, Unicistas, Mormonismo, Adventistas do Sétimo Dia, Testemunhas de Jeová e os Batistas. Na Maçonaria, embora seja ordem filosófica e não uma religião, o rito do batismo foi substituído pela adoção de Lawtons.

Índice

editar Significados

Batismo ou Baptismo é a transliteração do grego "βαπτισμω" para o Latim, conforme se vê na Vulgata em Colossenses 2:12. Este substantivo também se apresenta como "βαπτισμα" e "βαπτισμός", sendo derivado do verbo "βαπτίζω", o qual pode ser traduzido por "batizar", "imergir", "banhar", "lavar", "derramar", "cobrir" ou "tingir", conforme utilizado no Novo Testamento e na Septuaginta.

As abluções do Antigo Testamento (Hebreus 6:2 e 9:10) foram traduzidas por "batismos" no grego koiné, que é o usado no Novo Testamento. Através da discussão entre os discípulos de João e os discípulos de Jesus (João 3:25 e 26) vemos que as purificações "καθαρισμός" são usadas como sinônimos de batismo.

Esta é a mesma palavra usada em Lucas 2:22, quando Maria vai apresentar Jesus. Referindo-se ou período de purificação próprio das mulheres que tinham filho, como está na lei mosaica.

Em Marcos 7:4, onde o termo não representa o batismo cristão, o verbo é traduzido em diferentes versões da Bíblia por lavar, limpar, aspergir ou, literalmente, batizar.

Os textos em Marcos 10:38 e Lucas 24:49 enfatizam o batismo como rito de passagem.

A transliteração, portanto, se justifica diante do universo semântico apresentado.

editar Sacramento

Segundo algumas denominações o batismo é visto como um sacramento. Como tal vai proporcionar ao batizando bençãos. Dentro da teologia católico Romana, não só é sacramento de inclusão no corpo de cristo como também é necessário para a salvação. Na teologia Reformada, são dois os sacramentos, Batismo e Santa Ceia. Sacramento significa uma ordenança santa instituída por Cristo, na qual, por sinais sensíveis, a graça de Deus em Cristo é representada, selada e aplicada aos crentes, que, por sua vez, expressam a fé e obediência a Deus.

editar Ordenança

Segundo algumas denominações, o batismo é entendido como apenas ordenança e como tal não pode produzir ou interferir em questões espirituais. Como tal não é necessário ou importante para o processo salvífico

editar Modos

São dois os principais modos de batismo cristão:

  • Aspersão ou Efusão - batismo onde a água é borrifada ou derramamada sobre o que é batizado.
  • Imersão - batismo em que o que é batizado deve ser mergulhado na água.

editar Elementos

Existem diferentes elementos usados no Batismo.

editar No Antigo Testamento

  • Batismo com Água - Assim foram purificados os [levitas], através da aspersão de água. Em alguns momentos a água era misturada com algo do sacrifício, tal como cinza ou sangue. Em alguns casos eram lavados com água tanto de pessoas como de utensílios.
  • Batismo com Sangue - Era a aspersão ou derramamento do sangue do sacrifício conforme instruídos na Lei de Moisés.
  • Batismo com Óleo - Era usado na consagração do sacerdote, também chamado de unção sacerdotal. Havia a unção do rei.
  • Batismo com o Espírito Santo - É mencionado como promessa nos profetas. No livro de Ezequiel, capítulo 36, versos 25 a 27, encontramos a profecia do novo nascimento e dos batismos cristãos com água e com o Espírito Santo. O texto em Ezequiel é similar ao de Isaías 44.

editar No Novo Testamento encontramos

  • Batismo com Água - Neste caso há a preferência por água pura, não se misturando com sangue ou cinza. Jesus Cristo é o cordeiro do sacrifício pela expiação dos pecados. O Novo Testamento afirma que Noé e os seus foram batizados na Arca usada no dilúvio.
  • Batismo com Sangue - Jesus (Evangelho Segundo Marcos 10:38-39), diante do pedido de Tiago e João, seus discípulos, filhos de Zebedeu, se reportou a sua morte futura como um batismo, tendo Ele derramado o seu sangue e Mediado uma Nova Aliança entre Deus e os homens, sendo Ele mesmo o sacrifício pelo pecado. Isto é reforçado na instituição da Ceia do Senhor. Seus discípulos que haviam afirmado desejarem ser batizados com o mesmo batismo, morrera dando suas vidas por amor a Jesus. Pode ser usado quando uma pessoa é morta por defender a Fé Cristã.
  • Batismo com o Espírito Santo - Cumpre a promessa e unifica os conceitos associados ao batismo com óleo. Pedro em sua primeira carta afirma que o povo de Deus é sacerdócio real, povo de propriedade exclusiva de Deus. O óleo é usado também no Novo Testamento como medicamento e sinal da presença de Deus.
  • Batismo com Fogo - Jesus afirmou que batizaria com o Espírito Santo e com Fogo. O fogo, tal como no caso da cinza no Antigo Testamento, está associado à purificação, mas neste caso, conforme os textos dos Evangelhos de Mateus e Lucas, significa a destruição, onde a palha será queimada em fogo inextinguível.

editar Fora da Bíblia

  • Fé Católica Romana - Como a Fé Romana professa ser indispensável o batismo para a salvação, foram criados recursos através da instituição de dogmas, tal como batismo de desejo, onde alguém que tivesse morrido desejoso de ser batizado com água o seria de alguma forma nos céus. De certa forma, neste caso, o rito visível acaba não sendo tão indispensável e o catolicismo parece se aproximar das igrejas protestantes.
  • Outras religiões - Como rito de passagem de admissão.

editar Paralelos

Na bíblia o batismo recebe paralelos com:

Neste último texto, I Coríntios 10:1-4, temos os dois sacramentos: Batismo e Santa Ceia.

editar Idade

Um baptismo infantil em uma igreja alemã.
  • Batismo Cristão Adulto - Batismo de arrependimento e remissão de pecados, o qual deve ser ministrado naquele que reconheça a sua natureza pecaminosa, que busca depender de Deus e que reconheça o senhorio de Jesus Cristo sobre sua nova vida. Esta deve ser uma ação voluntária do pecador arrependido, o qual se dispõe a perder a sua vida e depender de Jesus. Nenhum valor tem o símbolo se isto não parte de um novo coração. Sua liberdade deve ser limitada pelo amor. A independência dá lugar à dependência.
  • Batismo Cristão Infantil - realizado em crianças, sob a autoridade de seus pais ou tutores de sua educação religiosa e formação do caráter. Não se trata de batismo de arrependimento, mas de batismo de consagração, similar à apresentação daqueles que não batizam crianças. Tanto na apresentação como no batismo infantil, o propósito é reconhecer as crianças como parcipantes do Reino de Deus e de suas promessas, devendo estas ser ensinadas a guardar todas as coisas que Jesus ordenara. Nenhum dos dois tem valor se tutores, ao invés de serem guias e modelos de vida, forem obstáculos para que os pequeninos cheguem verdadeiramente a Jesus. Igualmente não isenta os filhos de professarem sua fé diante de Deus e das demais pessoas em seu dia-a-dia.


editar Aplicação no Novo Testamento

Jesus ordenou aos Apóstolos e a todos quantos fossem por Ele enviados. Filipe, por exemplo, não era apóstolo e batizou várias pessoas, enquanto que o Apóstolo Paulo, afirmou que Cristo não o enviou para batizar, mas para pregar o evangelho (I Coríntios 1). O batismo deve ser feito em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo, e o batizado deve ser ensinando em todas as coisas que Jesus ordenara (Fórmula Batismal).

Os apóstolos batizavam em nome de Jesus Cristo. Veremos isso em Atos 2:38, Atos 8:12 e 16, Atos 10:48, Atos 19:3 a 7, Atos 22:16, Romanos 6:3, Colossences 3:17. Por isso há quem diga que eles contrariaram a ordem de Jesus dada em Mateus 28:19.

Pelo batismo de arrependimento e remissão de pecados está morto o velho homem espiritual, sepultado com Cristo, a fim de que, como Cristo, o novo homem, venha a ressuscitar (Colossenses 2:12).

No batismo cristão, o que fora batizado assume uma aliança com Cristo. Esta aliança representa o ato de filiação junto a Deus, tornando-se o batizado parte integrante da Igreja.

O profeta João Batista aplicava o batismo com "água" aos que professavam o arrependimento e buscavam a remissão dos seus pecados. Conforme sua profecia, Cristo viria para batizar com o "vento", isto é, com o Espírito Santo (em grego πνευματι αγιω) e com "fogo". Este último, conforme João 3:16 e 17, se traduzirá na purificação final, onde as obras do homem passarão pela prova do fogo (Mateus 7:19; 13:30,40; I Coríntios 13:12-15; II Pedro 3:5-13; quase todo o Livro de Apocalipse). É interessante a presença destes elementos nestes versos da Bíblia: água, vento e fogo.

Jesus o batiza com o Espírito Santo para a edificação da Igreja e para o seu desenvolvimento, dia-a-dia, alimentado pelo Cordeiro e Pão da Vida, purificado pelo sangue de Cristo.

Os católicos romanos entendem que foi no dia de pentecostes que o apóstolo Pedro recebeu as chaves do reino dos céus mencionadas em Mateus 16:19 e essa chave foi usada no dia de pentecostes quando Pedro abriu através do batismo em nome de Jesus Cristo, e as pessoas receberam o dom do Espírito Santo após o ato batismal que é a salvação da alma Efésios 4:30. Os protestantes defendem, contudo, que quem tem as chaves da morte e do inferno é Jesus (Apocalipse 1:18); sendo também a Porta. Pedro foi o porta-voz anunciando as chaves do reino no Pentecostes.

editar Ver também

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