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Patologia (derivado do grego pathos, sofrimento, doença, e logia, ciência, estudo) é o estudo das doenças em geral sob aspectos determinados. Ela envolve tanto a ciência básica quanto a prática clínica, e é devotada ao estudo das alterações estruturais e funcionais das células, dos tecidos e dos órgãos que estão ou podem estar sujeitos a doenças.
editar GeneralidadePelo uso de técnicas microbiológicas, imunológicas e exames moleculares, a patologia tenta explicar as razões e a localização dos sinais e sintomas manifestos pelos pacientes, enquanto fornece uma base para os cuidados clínicos e a terapia. A patologia é exercida pelo especialista em anatomia patológica, denominado patologista ou anátomo-patologista, médico formado que, por determinação da Associação Médica Brasileira, deve completar 3 anos de pós-graduação em treinamento em serviço, a chamada residência. editar Divisão da Patologiaeditar RamosTradicionalmente, o estudo da patologia é dividido em: editar patologia geralEstá envolvida com as reações básicas das células e tecidos a estímulos anormais provocados pelas doenças. editar patologia especialExamina as respostas específicas de órgãos especializados e tecidos a estímulos mais ou menos bem definidos. O patologista pode ser também o cirurgião dentista especializado em patologia bucal. editar ÁreasTodas as doeças têm causa (os causas) que age por determinados mecanismos, os quais produzem alterações morfológicas e/ou moleculares nos tecidos, que resultam em alterações funcionais do organismo ou parte dele, produzindo subjetivas(sintomas) o objetivas(sinais). A patologia engloba áreas diferentes como: editar EtiologiaEstuda as causa das doenças. editar PatogéneseÉ o processo de eventos do estímulo inicial até a expressão morfológica da doença. editar Alterações MorfológicasAs alterações morfológicas, que são as alterações estruturais em células e tecidos características da doença ou diagnósticas dos processos etiológicos. É o que pode ser visualizado macro ou microscópicamente. editar FisiopatologiaEstuda os distúrbios funcionais e significado clínico. A natureza das alterações morfológicas e sua distribuição nos diferentes tecidos influenciam o funcionamento normal e determinam as características clínicas, o curso e também o prognóstico da doença. O estudo dos sinais e sintomas das doenças é objeto da Propedêutica ou Semiologia, que têm pot finalidade fazer seu diagnóstico, a apartir do qual se estabelecem o prognóstico, a terapêutica e a prevenção. editar Classificação das lesõesA classificação e nomenclatura das lesões são complicadas, não havendo consenso dos estudiosos quanto ao significado de muitas palavras utilizadas para identificas os diferentes processos. Como o objetivo da Patologia Geral é o estudo das lesões comuns às diferentes doenças, é necessário que tais lesões sejam classificadas e tenham uma nomenclatura adequada. Ao atingirem o organismo, as agressões comrometem um tecido (ou um orgão), no qual existem:
Após agressões, um ou mais desses componentes podem ser afetados, simultaneamente ou não. Desse modo,podem surgir lesões celulares, danos ao interstício, transtornos locais da circulação, distúbios locais da inervaçãoou alterações complexas que envolvem muitos ou todos os componentes teciduais. Por essa razão, as lesões podem ser classificadas nesses cinco grupos, definidos de acordo com o alvo atingido, lembrando que, dade a interdenpendência entre os componentes estruturais dos tecidos, as lesões não surgem isoladamente nas doenças, sendo comum sua associação. editar Lesão celularAs lesões celulares pode ser consideradas em dois grupos: editar Lesão celular não-letalSão aquelas compatíveis com a regulação do estado de normalidade após cesada a agressão; a letalidade ou não está freqüêntimente ligada à qualidade, à intensidade e à duração da agressão, bem como ao estado funcional ou tipo de célula atingida. As agressões podem modificar o metabolismo celular, induzindo o acúmulo de substâncias intracelulares (degenerações), ou podem alterar os mecanismos que regulam o crescimento e a diferenciação celular (originando hipotrofias, hipertrofias, hiperplasias, hipoplasias, metaplasias, displasias, e neoplasias). Outras vezes,acumulam-se nas células pigmentos endógenos ou exógenos, constituindo pigmentações. editar Lesão celular letalSão representadas pelas necrose (morte celular seguida de autólise) e pela apoptose (morte celular não seguida de autólise). editar Alteração do interstícioEnglobam as modificações da substância fundamental amorfa e das fibras elásticas, colágenas e fibras reticulares, que podem sofrer alterações estruturais e depósitos de substância formadas in situ ou originadas da circulação. editar Distúrbio da circulaçãoIncluem aumento, diminuição, cessação do fluxo sangüíneo para os tecidos (hipertemia, oligoemia e isquemia), coagulação sangüínea no leito vascular (trombose), aparecimento na circulação de substâncias que não se misturam ao sangue e causam oclusão vascular (embolia), saída de sangue do leito vascular (hemorragia) e alterações das trocas de líquidos entre o plasma e o intertício (edema). editar Alteração da inervaçãoAlterações locais dessas estruturas são pouco conhecidas. editar InflamaçãoA lesão mais complexa que envolve todos os componentes teciduiais. editar Veja também
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